As alegrias (ou tristezas?) da vida consistem em sabermos viver cada etapa. Gradativamente.
DIÁRIO DE UM PERALTA – F I M
- A CERTEZA
Alguém já disse que o tempo é implacável. Não há como detê-lo. É verdade! O tempo é como uma maré que vai subindo, subindo, galgando o limite máximo da sua altura... Agora eu o sinto na pele, nos cabelos brancos. Sinto no meu caminhar, na (in)disposição para fazer as coisas. Sinto nas transformações que a natureza, sem deter o seu curso, instaurou na minha vida.
Implacável como o tempo, ainda soa em meus ouvidos as palavras do velho pastor da nossa igreja que sempre encaixava nas pregações dos cultos, o Salmo 90, versículo 12: “ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio”.
Aprendi a contar os meus dias - nasci na década de 30 - não sei se alcancei coração sábio, mas fui alcançado pelo progresso que mudou tudo. Tudo mesmo! Mas não mudou a história da minha infância que escrevi no meu coração e que permanece intocável. Tenho mamãe e meu pai, os dois já bem velhinhos, juntinhos de mim, para alimentá-la a cada dia.
Sim! O tempo! O meu tempo! Tudo mudou... só as lembranças permanecem intocáveis.
F I M
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