CASA SUSPEITA
Estavam no intervalo do almoço. Sérgio chamou o colega a um canto da sala e falou de maneira que os demais não ouvissem:
- Está preparado para ver cenas chocantes?
- Onde?
- No computador. Vem!
Jonas acompanhou-o, se esfregando de curiosidade. E à medida que Sérgio ia abrindo fotos, os olhos do amigo só faltavam pular das órbitas.
- Uau! Que isso, rapaz?
- Sabe onde fica essa casa? Aqui! - E mostrou o local no mapa da cidade.
- Nesse lugar?
- Pois é! Se eu contasse o que aconteceu lá, você não iria acreditar, não é?
- Agora acredito. Aliás, nem dá pra acreditar! Veja o muro, as paredes exteriores, a cor...
Sérgio abriu outra foto e mostrou:
- Dentro... olha dentro da casa...
- Meu Deus! O inquilino praticamente destruiu tudo. Ficou parecendo casa suspeita, maloca de malandro! Cara, sua casa ficou em ruínas.
- Casa de aluguel... certos inquilinos... Agora tenho que correr atrás!
- Você vai entrar na justiça!?
- Vou. A justiça já está no meu bolso!
- Não entendi.
- Peguei um empréstimo no banco para recuperar a minha casa! Não posso esperar muito tempo!
DEIXA EU TE AMAR
Sabes que a amo
E que o amor nem sempre bate na porta certa,
Mas o verdadeiro amor, o que sinto,
Tem a beleza dos campos revestidos de primavera.
A paciência dos monges,
Tem você,
Que embora não me ame,
Faz o meu coração sentir que um dia,
O sorriso, desses lábios, aflorará mais uma vez.
E uma outra vez, irás amar.
Sim... Amar!
E quem sabe, a mim, todo o teu amor destinar?
Então deixa
Que eu me envolva na tua solidão
Deixa que eu te ampare na dor,
Que eu também sofra contigo,
Que eu tome parte do teu viver.
Embora esse amor que te faça sofrer
Não seja a mim destinado,
Quero compartilhar contigo cada momento da dor,
Quero ser complacente
Com a solidão, com a tristeza que anuvia o teu coração.
Deixa...
Deixa ao menos que eu tenha a ilusão
De algum dia ter você.
Deixa que a esperança seja o alento do meu viver.
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